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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Que tal passear pelo Egito Antigo e pela Grécia Antiga?

   O modo Discovery Tour está gratuito para o PC até o dia 21 deste mês.
   Esses modos servem para que os jogadores possam passear e aprender sobre o Egito e sobre a Grécia, o modo foi criado no Origins e o Odyssey também recebeu esse modo.
  O Discovery Tour serve somente para passear, não tem como lutar ou matar NPCs, além disso você poderá receber informações sobre locais históricos e poderá mudar de skin para quase todos os personagens do game.
  Vale ressaltar que o jogador poderá visitar todos os lugares do game base e sem se preocupar com batalhas.
   *O modo é incluso no jogo completo, porém, esses que estão gratuitos é só o modo de turismo.

Links para download: Egito Antigo e Grécia.

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domingo, 26 de agosto de 2018

[ESPECIAL] A mitologia Grega - Medusa

           O Odyssey está perto para ser lançado e já foi mostrado uma criatura mitológica ligada aos Isu, a criatura é a Medusa - tal criatura que faz parte da mitologia Grega.
         
           A Medusa se originou quando a deusa Atena pegou no flaga Poseidon tendo relações com uma mulher muito bela, talvez a mais bela da Grécia - então Atena decidiu colocar uma maldição na tal moça, a maldição faria com que a mulher iria se tornar uma criatura muito feia com serpentes no lugar dos cabelos e quem a olhasse nos olhos, iria acabar sendo petrificado.
           Ela teve mais duas irmãs (Euriále e Esteno), que ficaram conhecidas como as Górgoras, a Medusa foi a que sofreu "mais dano" com a punição de Atena - ela além de se transformar nessa criatura que eu descrevi para vocês, ela também se tornou uma mortal, ou seja, ela poderia morrer. A lenda diz que ela foi morta pelo herói Perseu.
           A criatura viveu com as suas irmãs em uma caverna no extremo ocidente da Grécia e todos as temiam por conta das lendas e mitos que falavam sobre elas.

A Medusa no Odyssey.

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Fontes: Sua Pesquisa e Cultura Mix.
Alguns jogos que eu recomendo com a Medusa: Shin Megami Tensei, God Of War, Castlevania, Age Of Mythology.

sexta-feira, 17 de agosto de 2018

Animus - De onde vêm esse nome?

           O nome Animus vêm de um termo usado na psicanálise pelo psiquiatra Carl Gustav Jung e que ele também usa o termo Persona (que é o nome de outro jogo que eu nem gosto muito). Ele nasceu em 1975 na Suíça e faleceu em 1961 na mesma cidade.
           O Animus é usado no game para ver memórias de pessoas de tempos passados através de uma máquina e que já morreram tais pessoas, a primeira aparição foi no Assassin's Creed. No mundo real, Animus traduzindo do Latim significa "espírito" e que é o lado inconsciente do Homem e também há o lado feminino que se chama Anima (traduzindo do Latim: "Alma").  

           Como o foco aqui é sobre o Animus e não sobre o Anima, eu irei focar somente no primeiro. Nos games os jogadores (ou o protagonista) veem uma projeção no qual a máquina nos mostra e podemos vivenciar tempos do passado, isso não é muito diferente na vida real, já que o Animus projeta uma imagem do inconsciente, porém não é tão igual aos games, já que na Psicanálise é relacionado nas relações sexuais (não é desse tipo safadinho - tá, pode ser também) e as projeções são modeladas quando a mulher deseja encontrar ou formar o homem que ela quer. E o Animus e o Anima são passados de pai / mãe para filhos e cada um pode carregar um pouco dessas descrições em si. Também há quatro estágios ou tipos para o Animus, sendo eles:
  • 1º é a personificação da força e agilidade (é aquele que desenvolve a capacidade de combate).
  • 2º é a personificação do homem da ação (é aquele que tem a capacidade de raciocínio melhorado).
  • 3º é a personificação da condução (é aquele que tem a capacidade de ensinar).
  • 4º é a personificação é o sentido (é aquele que pode se comunicar facilmente e que pode levar mensagens através da vida espiritual). 

           Nos games podemos perceber estes passos ou evoluções nos jogos em que Desmond aparece e provavelmente Layla também irá desenvolver esses passos - de forma mais simplificada: Percebam que Desmond desenvolveu uma agilidade que passou de antepassados para ele, também desenvolveu o raciocínio no sentido de poder usar o sentido da Primeira Civilização. Os dois últimos eu não consegui pensar onde eles iam se encaixar, já que Desmond não era um mensageiro e muito menos um professor (que ensinou algo) - mas quem sabe Layla possa entrar em contato com ele através do Animus da mesma forma que Clay entrou em contato com ele no Revelations? 

 

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Sobre o Persona na página Videogames: História e Cultura.

sábado, 30 de junho de 2018

O Velho da Montanha

Apesar de que no primeiro game da franquia conhecemos o Al Mualin por este nome, ele existiu historicamente – claro que não era que nem no game, ele se chamava Rashid ad-Din Sinan ou simplesmente / carinhosamente “O Velho da Montanha”.
Na história ele viajava clandestinamente da Pérsia até a Síria, na franquia é mostrado que os Assassinos viajavam ou se ocultavam nas cidades para não serem vistos pelos seus grandes inimigos Templários – isso não foi diferente com Hasan, ele evitava viajar pelas cidades e sempre carregava cartas de apresentações e instruções para os Nizaris sírios. Assim como Altaïr “descansava” nos bureau dos Assassinos, o Velho também descansava em casas que para ele era consideradas seguras e longe de possíveis inimigos, em todas essas residências tinham aliados Nizaris.
Os Nizaris e os invasores Cristãos eram constantemente ameaçados por Nur-ed Din, ele foi o filho de Zengi que subiu ao trono e por volta de 1154 Damasco e quase toda a Síria era de domínio dele. Com isso, os Nizaris resolveram usar da proteção de muralhas e do castelo que ficava no alto de uma montanha da Síria. Então Sinan voltou da Pérsia e se alojou no castelo de Kahf – que era a cidadela dos Nizaris, ele iria demorar para entrar no grupo, pois na época já havia um líder – seu nome era Abu Muhammad.
Abu Muhammad havia morrido e quem sucederia a liderança seria um homem chamado Ali ibn Masud – porém alguns opositores não concordavam com essa ideia, então resolveram elimina-lo quando ele saía de um banho, ele foi brutalmente apunhalado pelas costas. Após esses eventos, Sinan assumiu o controle e a liderança dos Nizari na Síria.
Durante o “nascimento” dos Cavaleiros Templários em 1120 (alguns historiadores não concordam com essa data de origem dos Templários), houve uma morte que os abalou – o conde Raimundo de Trípoli foi morto em 1152 e com isso os Templários fizeram um ataque aos Nizaris e exigiram um pagamento de punição pelo crime, o pagamento valia 2 mil besantes, porém os Templários ficaram irados com a proposta de apoio com o rei Amalrico após de 20 anos quando pagaram a “multa” e o rei acabou concordando com a ideia, mas como os Templários ficaram irritados com isso, eles acabaram encurralando alguns Nizaris e os mataram. Almarico ficou irado e convocou o cavaleiro que era responsável pelo ataque, mas ninguém deu uma resposta para ele, mas o próprio rei foi resolver o caso – ele sitiou o castelo do responsável situado no porto de Sídon, um Templário chamado Walter de Mesnil. O rei então enviou uma mensagem para Sinan, que denunciava as ações dos Templários.
Nur-ed Din além de ser uma figura importante na área da política, ele também fez de tudo para eliminar a heresia dos Xiitas no Oriente Médio, em 1168 ele conseguiu conquistar o Egito, ele tinha guerreiros muito experientes, incluindo Shirkuh e o Salah al-Din Yusuf ibn Ayub – também conhecido como Saladinho e que inclusive aparece no Assassin’s Creed: A Cruzada Secreta. Porém Shirkuh foi morto e Saladinho assumiu o comando. Saladinho não era muito amigável com pessoas hereges, ele considerava os Fatímidas do Egito pessoas repugnantes juntamente com os Nizaris.
Saladinho era o representante de Nur-ed Din no Egito, mas em certo momento as pessoas começaram a perceber que ele governava por conta própria e do jeito dele. Ele foi até Damasco em 1174 e conseguiu assumir o controle da cidade, muitos grupos acharam que isso seria um grande risco para todos, até mesmo para os Nizaris, Então uma oferta e dinheiro foi oferecida aos Nizaris para assassinarem o comandante cruel e com a confirmação da missão, eles seguiram ao assassinato.
Em Dezembro de 1174 ou 1175 foi a primeira tentativa de assassinato no cerco de Alepo, os registros dizem que foram um grupo de Assassinos disfarçados que tentaram matar ele (ao estilo “se misturar na multidão”) mas para a surpresa dos Assassinos, a missão foi falha pois um emir de confiança que acompanhava o alvo avistou os Nizaris e deu o alarme, porém o emir foi morto, mas Saladinho ficou grato pelo sacrifício, pois agora sabia das intenções dos Nizaris. A próxima tentativa seria em 1176 quando um grupo novo de Assassinos foram para o acampamento e nem Saladinho e nem os seus soldados esperavam pelo ataque surpresa, mas quando os Assassinos esfaquearam o alvo, eles ficaram surpreendidos por causa da armadura que não foi perfurada completamente e que Saladinho só ficou levemente ferido.
Quando os Nizaris falharam e Saladinho resolveu acabar com todos eles de uma vez por todas, ele aproveitou que um grupo de antixiitas matou mais de 13 mil pessoas no território dos Nizaris e resolveu que ia atacar os territórios dos Nizaris, fazendo muitas pilhagens e matando várias pessoas. Ele queria e muito “esmagar” as forças dos Nizaris em Masyaf, tal castelo que se tornou o quartel-general dos Assassinos da Síria, apesar de Masyaf ter sido um castelo bem fortificado, Saladinho tentou invadi-lo com várias máquinas de guerras e homens, durante muitos dias ele conseguiu fazer com que levantassem o portão mas não chegaram a invadir por completo o castelo.
Infelizmente não há um relato “oficial” que explicasse do porquê Saladinho deixou de invadir o castelo, alguns dizem que um Assassino invadiu a sua cabana sem ninguém notar e Saladinho não foi assassinado e então ele viu o potencial dos Nizaris, outro relato foi de uma carta dada pelo Sinan com ameaças de morte e que isso abalou profundamente Saladinho que ele ficou com tanto medo e “amarelou”, então, Saladinho e nem os Nizaris ficaram “tretando” depois disso.
Foram muitos feitos de Sinan na Ordem dos Nizaris / Assassinos, mas em 1193 ele acabou falecendo, ele comandou um grande grupo cheio de misticismo – lendas dizem que eles usavam adagas envenenadas, se esgueiravam durante as noites para assassinar alvos e etc.

Al Mualim tem influências do Velho da Montanha.

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Fonte: Livro "Assassinos: A história da Seita Secreta do Islã Medieval" de W.B. Bartlett - resumido para encaixar eventos reais na franquia.

As outras ordens da Igreja, avanço de arquitetura e vínculos com a franquia


 Na era da Idade Média (mais especificamente nas Cruzadas) existiram várias ordens da igreja, a mais famosa sem dúvidas era a Ordem dos Cavaleiros Templários que todo mundo que joga a franquia Assassin’s Creed sabe que eles são os focos dos nossos queridos Assassinos. Mas na história real, não foram somente eles a atuarem na Igreja como guardas, por exemplo no norte da Europa nas áreas Germânicas existiram os Cavaleiros Teutônicos e os Cavaleiros Hospitalários, esse segundo tiveram seus nomes originados a partir da área dos Hospitais – as missões deles eram fornecer suportes para hospitais e santuários para os peregrinos que viajavam de ou para a Terra Santa. Os Templários tinham um papel fundamental de proteger tais peregrinos nas estradas para a Terra Santa e principalmente para Jerusalém – muitos não sabem que o verdadeiro nome da Ordem dos Templários foi “Os Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão”
Os Templários foram muito importantes para a arquitetura, pois todas as construções foram baseados em formas geométricas. Apesar disso, eles eram mau vistos por algumas pessoas (provavelmente o que irei escrever logo mais deve ser a inspiração que a Ubisoft usou para criarem a sua franquia), eles literalmente chamavam as pessoas que não seguiam a Igreja e as suas “regras” de blasfemos e hereges, ou seja, na franquia eles usaram isso como base para a criação de Templários malvados e manipuladores.
Quando a Cruzada avançou no tempo, surgiu a ideia de reconstruir muitas fortificações que foram destruídas por guerras ou acidentes, construir castelos novos, pontes, aquedutos, túneis (EX: talvez os mesmos túneis que usaram no Brotherhood) e muitas outras estruturas épicas para a época.   
Os Cavaleiros Templários se familiarizaram rapidamente com a geometria dos Árabes que na visão deles eram muito sofisticados. Bernardo de Claraval (1090 ~ 1153) que era um abade e que logo mais foi conhecido como São Bernardo. Durante a Segunda Cruzada, ele tinha se envolvido em uma renovação das regras dos Templários, ele tinha um grande vínculo com eles, Bernardo usou a arquitetura Gótica baseada em conhecimentos artísticos que os Templários adquiriram de alguns Maçons que foram capturados na Palestina.
O fascínio dos Templários pela forma Vesica Piscis fez com que eles criassem o Arco Gótico – este arco era parecido com a forma original, duas esferas de cada lado (esquerda e direita) e um pilar cilíndrico no meio. Essas arquiteturas podem ser vistas nas catedrais de Canterbury e Peterborough e na Igreja Circular dos Cavaleiros Templários em Londres. Outra catedral que usou a arte Gótica foi a de Assachen, que foi construída por Carlos Magno e é de forma circular, se as pessoas olhassem de cima para baixo da construção, elas iriam ver uma Cruz Pátea – tal cruz que logo mais foi usada pelos Cavaleiros Teutônicos e mais tarde por Soldados Alemães que a chamaram de Cruz de Ferro.

A forma Vesica Piscis original.

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Fonte: Livro “As Origens e a História das Ordens de Cavalaria” de Kevin L. Gest – Página 136 ~ 141 no capítulo “Cavaleiros, arquitetura e projetos” resumidas para entrar no contexto da franquia.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Quem foram os Isu? #1

     Muitos irão saber do que se trata esse nome familiar, os Isu, porém para os gamers "casuais" e que começaram quase agora na franquia, devem ficar se perguntando quando vê alguém comentando "Os Isu eram uma civilização avançada e tals...", então esse post é especialmente para os novatos da franquia e para os que querem se aprofundar mais na estória gigantesca de Asssassin's Creed.

   
     Os Isu - eram conhecidos pelos humanos como: A primeira civilização, aqueles que vieram antes, os precursores e também chamados de "Homo sapiens divinus" pela Abstergo.
     A história diz que os Isus eram seres super-avançados com várias tecnologias fora do comum e que criaram os humanos baseados em suas imagens (Referência de Deus na Bíblia que diz que o divino criou o homem em sua imagem) - Não se sabe muito da origem desses Seres, Minerva diz que eles projetaram os Neandertais (Homo neanderthalensis) para serem uma força militar. Em algum momento Juno afirma que os humanos não poderiam ter uma "posse" de sabedoria e de eles (nós humanos) deveríamos ser escravizados e servir os Isu como eles bem entenderem.
     Clay Kaczmarek (Subject 16) fez uma série de pesquisas sobre essa civilização e chegou à conclusão de que os Isu em algum momento da história do mundo usaram um meio de mudar a genética de primatas para produzir uma nova espécie - porém o que foi formado foi duas coisas diferentes, sendo eles o que conhecemos hoje como ''Homens Modernos'' e os Hominidae (primatas de porte grande / EX: Gorilas.).
     Os Templários descobriram em 1997 sobre esse fato e fez com que eles colocassem ossos falsos Etiópia para preencher uma lacuna evolutiva dos humanos, pois eles perceberam que essa informação poderia causar um estrago nas pessoas por pensarem que vieram de Seres avançados demais para a mente dos homens modernos.
    Em muitos jogos aparecem os Pedaços do Éden, esses artefatos ou pedaços são ferramentas usadas pelos Isu para controlarem a mente dos humanos ou até mesmo para regeneração e para muito mais coisas. Clay descobriu que essas ferramentas não poderiam afetar seres que não tinham alguns neurotransmissores que eram afetados quando os dispositivos eram acionados - por exemplo os humanos híbridos com os Isu. Alguns pedaços famosos são: A maçã do Éden (que foi a que mais apareceu na franquia), a espada do Éden (também chamada de Excalibur pelo Arthur / a espada apareceu no Unity), o sudário do Éden (usado por Jesus e apareceu no Syndicate) e muitas outras poderiam ser citadas aqui.

    Adão e Eva eram uma das criações desses Seres, em certo momento eles conseguiram escapar da escravidão dos Isu e fizeram uma rebelião, e tudo por causa do roubo de uma Maçã do Éden que se iniciou uma guerra entre os Humanos criados por eles mesmos, o conflito entre as duas raças durou alguns anos - infelizmente ou felizmente a guerra foi parada por conta da Catástrofe de Toba ui (Segundo a teoria de historiadores, essa Catástrofe era uma erupção de um vulcão que exterminou algumas raças de Homo _____),
    Então alguns Isu resolveram focar na explosão Solar/do Toba para tentarem salvar eles e suas criações - a trindade Capitolina, formada por: Juno, Minerva e Júpiter decidiram construir vários "templos" (conhecidos assim no ACIII) para estudarem alguma forma de parar a explosão. Porém ao mesmo tempo, Juno planejou em tentar governar os remanescentes da sua forma após o caos, sendo assim os outros dois Isu a aprisionaram - e percebendo que o tempo ia acabando para eles, Minerva construiu um objeto chamado de "O Olho", o objeto fazia com que a Terra criasse uma camada protetora contra os disparos do Sol, porém o que ela não sabia era que a prisioneira tinha manipulado o objeto para que ela fosse libertada - e com a difícil decisão Minerva decidiu destruir o objeto e acabou aceitando a explosão Solar.

NOTA: Note que a Catástrofe do Toba no jogo é mencionado como uma explosão Solar e não como um vulcão entrando em erupção.

  Os sobreviventes da primeira explosão foram tentando se recompor, porém os Isu foram os que mais terem sofrido, tudo por causa que estavam em menor número em comparação com os humanos e em certo momento eles foram extintos. De forma natural, os Isu restantes sabiam que essa explosão ia acontecer, então Minerva resolveu usar um segundo Olho e começar a usá-lo como um meio de comunicação via-mensagens para humanos do futuro (presente no nosso caso) e na esperança de que algum momento da história alguém poderia ver essas mensagens interativas e por sorte alguns viram e o mais notável foi o Desmond.

     Bem, daqui em diante eu ia continuar a história dos Isu e o que aconteceu com o Desmond após ele ter entrado em contado com a Minerva, porém eu percebo que os eventos a partir daqui seriam [SPOILERS] e talvez algum dia eu resolvo continuar a estória em um outro post com a tag de Spoiler no título. E caso eu tenha escrito alguma coisa errada, por favor entrar em contado comigo, eu ajudo vocês a compreenderem melhor a franquia e vocês me ajudam a melhorar e corrigir o que há de errado nos posts.

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Um Neandeertal recriado por: Michael Brace. 
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NOTA OFF: Esse post é um post de comemoração de que eu irei voltar a postar em todos os blogs, páginas que eu faço parte.


segunda-feira, 13 de novembro de 2017

(SPOILERS) Afinal, quem matou Julius Caesar no Origins?

  Esse evento ocorreu no final do game, no qual Os Ocultos arquitetaram um Assassinato contra o Julius e ocorreu em Roma durante um discurso do ditador. Para quem não sabe, Os Ocultos é o nome da irmandade dos Assassinos no Egito, no caso "proto-Assassins".
  Durante a cena, a Aya dá um golpe inicial em Julius e logo em seguida os membros dos Ocultos avançam e dão mais golpe, por último aparece ninguém mais e ninguém menos que Brutus - caso você não saiba quem é, ele é foi o portador daquela armadura e da adaga que o Ezio pega no Brotherhood - e que por fim, dá a última facada, matando-o.
  Quem participou do assassinato foram muitos, sendo eles: Os membros dos Ocultos que ainda não tiveram os nomes revelados, Aya (Amunet), Brutus e Gaius Cassius Longinus.

Pintura feita por: Vincenzo Camuccini em 1804-1805.

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Afinal, os Assassinos realmente existiram?

Um dos resultados de uma franquia encantadora como Assassin’s Creed é a sua verossimilhança, o que deixou muitos fãs com a seguinte indagação: os Assassinos foram reais?
A primeira menção sobre os Assassinos digna de observação pode ser encontrada na obra Saladin and the fall of the kingdom of Jerusalem (sem tradução para o português), escrita pelo arqueólogo britânico Stanley Lane-Poole. O livro biográfico sobre Saladino narra a origem dos Hashashins – que, nas línguas árabe e persa significa “Assassinos” – uma Ordem originada na Síria em 1094 sob o comando do filósofo e missionário persa Hassan-i Sabbah que tinha como objetivo sufocar as insurreições religiosas provocadas principalmente pelos Templários em Jerusalém e suas cidades vizinhas. A sede dos Assassinos seria o resistente forte de Alamut (existente até os dias de hoje), semelhante ao apresentado em Masyaf pela franquia.
O que deveria ser apenas um grupo de resistência contra a influência dos Guerreiros de Deus se tornou uma organização séria e de padrões morais únicos. Assassinatos de alvos-chave e missões de espionagem começaram a fazer parte do cotidiano desses dissidentes, porquanto Hassan-i começava a obter notoriedade política. Por sua vez, é um erro acreditar que todos na Ordem eram, automaticamente, Assassinos – apenas a elite de guerreiros da Ordem obtinha essa honra. Quem observou este fato foi o estudioso medievalista Charles Nowell, em um artigo de jornal norte-americano de 1947.

O Forte de Alamut: inspiração para a sede dos Assassinos em Masyaf.
Por sua vez, o imaginário acerca dos Assassinos obteve melhor forma em 1938, quando o austro-húngaro Vladimir Bartol lançou seu romance histórico Alamut. Esta obra provavelmente foi muito bem estudada pelos produtores, dado que detalha como era a vida dos Assassinos dentro do forte de mesmo nome. O detalhe que apresenta grande alusão à obra, porém, é a máxima dos Assassinos citada por Bartol: “Nada é verdade, tudo é permitido”.
A saga de Assassin’s Creed pode ser vista como uma representação histórica bastante convincente, embora, conforme a história nos mostra, os Templários tenham perdido força durante os séculos XI e XII com a perseguição da Igreja Católica. Por sua vez, o pretexto de uma Ordem oposta a dos Assassinos deu margem a uma infinidade de opções para os criadores do jogo, que estenderam a trama para o passado da Ordem (com Origins) e seu distante futuro com as tramas em época atual. Embora a partir do segundo game a disputa entre Assassinos e Templários perdure, não foi sem anos de pesquisa minuciosa que os historiadores da Ubisoft conseguiram obter elementos presentes em cada respectivo tempo representado pelos diversos títulos da franquia.

Cássio Remus de Paula
Historiador dos games



sábado, 7 de outubro de 2017

Alaúde - Trilogia Ezio Auditore

  Na trilogia do pombo Ezio podemos ver um instrumento um tanto diferente nas mãos de músicos que ficam te perturbando quando você passa perto deles, ou até mesmo na mão do Ezio em Assassin's Creed: Revelations. Trata-se de um instrumento Renascentista da Europa, dizem que o instrumento foi baseado em instrumentos Árabes. Existem dois tipos de Alaúdes, o Barroco com 11 ou 13 repertórios e o Renascentista com 6 a 8 ordens. De certa forma o instrumento foi um pai para o violão e para outros instrumentos musicais após ele.
  Infelizmente aqui no Brasil não se encontra lojas com esse instrumento para comprar, mas eu vou deixar um e-mail de um rapaz que eu conheci e peguei algumas informações porque eu ia comprar mas saudades dinheiro e vou colocar um vídeo real de um colega tocando o instrumento.

Guilherme Sanchez e seu alaúde.
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E-Mail do fabricante: marcoskaiser@gmail.com (Marcos Kaiser Mori).
Site do Kaiser: Marcos Kaiser.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

(ESPECIAL) Mitologia Egípcia - Assassin's Creed: Origins

  Essa é uma das milhares mitologias que habitaram a nossa queria Terra (ou melhor, religião, até porque o que é mitologia para um, é religião pros outros). Ela contém vários seres divinos e até criaturas lendárias - monstros - como toda mitologia.
  Uma confusão que todos fazem é que Anúbis seria o Deus DA morte, segundo essas pessoas, mas na verdade ele é DOS mortos. Sim, tem uma grande diferença em ser DA e ser DOS mortos, resumindo: Se ele fosse da morte, ele seria um ''tipo de ceifador'', um exemplo seria o Cavaleiro da Morte (Apocalipse) no qual ele traz doenças e a morte para os seres humanos/vivos. Já ele sendo um Deus dos mortos ele é o que realmente é descrito pelos Egiptólogos, no qual é o Deus protetor dos mortos e da mumificação. Anúbis também era chamado de Inpu.
  Outra confusão que pode ocorrer é quando se vê o último trailer do game, o pessoal pode confundir a primeira estátua que aparece ser de Horus mas na verdade é de outro membro dessa religião, o Rá ou de sua "versão" overpower Ra-Horakhty (esse último é uma fusão de Horus com Rá). Essa confusão pode se dar pelo motivo de Horus e Rá serem ambos representados por faces de falcões, porém no trailer podemos ver uma esfera acima da cabeça da estátua - esse é o símbolo que diferencia Rá de Horus. A esfera representa o Sol acima de Rá, até porque ele é o Deus do Sol, já Horus é o Deus dos Céus.

OBS: Hórus não nasceu no dia 25 de Dezembro que nem Jesus como tem sido compartilhado pelo Facebook a alguns anos atrás. 

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Indicação de livro: Dicionário de Mitologia.
Indicação de outros jogos com temática Egípcia no meio: Megami Tensei, Age of Mythology, Yu-Gi-Oh, Magic The Gathering: Coleção Amonkhet.
Banda com temática Egípcia: Nile (A banda é pesada, ou seja, é gutural), vocês também podem ouvir o trabalho solo do guitarrista dessa banda, que tem a ambientação Egípcia - só com instrumental e algumas com cantos representando a civilização: Karl Sanders.
Indicação de canais no Youtube: MysteriumTV, Site Arqueologia Egípcia.

sábado, 19 de agosto de 2017

O historiador Maxime Durand dá informações e novidades - Origins

  Durante uma entrevista para a PC Games, o historiador da franquia dá algumas novidades para os fãs. Veja abaixo o texto traduzido do idioma Alemão:


1-) Como é ser o principal historiador da série de Assassin's Creed?
Maxime Durand: Eu estudei história e comecei logo depois da minha formatura na Ubisoft. Como historiador, eu estou na franquia desde o Revelations, anos depois eu comecei a trabalhar no Origins. Eu estou ajudando os desenvolvedores e é claro, em questões históricas, principalmente tento fazer com que a equipe esteja mais perto de corresponder a respectiva da época. Então, peço aos desenvolvedores documentos históricos, literários e outros diversos documentos. O mais importante, para mim é que todas as partes estão com a equipe de desenvolvimento no mesmo denominador durante o período de tempo, para que possam mais tarde decidir por si quais aspectos que posso destacar mais. ''O que deve ser incluído a partir da perspectiva histórica necessariamente no jogo e que as coisas podem ser escondidas?'' Estas são as perguntas para as quais eu sou responsável, mas quando se trata da jogabilidade e aspectos dos quais os desenvolvedores precisam tomar as próprias decisões/respostas.

2-) Qual dos Assassin's Creed, na parte histórica, quais lhe interessa mais?
Durand: Eu estudei história do período Colonial e dizem algumas preocupações para mim como um estudante do Século 18 na América do Norte. Então eu vim cooperar com a equipe do ACIII, mas eu sou fascinado por história em geral, então eu estou sempre feliz em me familiarizar com uma nova ''era'', seja ela através de livros, filmes ou quadrinhos.

3-) Para os historiadores, as fontes são cruciais. A prova escrita mais confiável de um tempo específico disponível, o melhor que podemos ter uma ideia de como as pessoas viviam naquela época. Qual foi o material de origem ao longo do tempo do Egito nos tempos de Cleópatra?
Durand: Para alguns jogos, tenho que dizer que as fontes sobre as questões específicas são muito difíceis, não há simplesmente muita coisa lá. Para o Origins, pelo incrível que pareça, temos muitas fontes históricas disponíveis! Claro, todos os aspectos do tempo de Cleópatra não foi iluminada com detalhes e também o que mais temos são detalhes com coisas populares, como por exemplo: Séries de televisão, filmes, livros e muitos outros. Uma imagem cientificamente invertida daquele tempo. Minha tarefa aqui é selecionar os livros certos e descrever para os desenvolvedores as versões históricas corretas daquele tempo. No nosso novo game também usamos alguns clichês que não são totalmente corretas. As mumificações no entanto, é muito importante para nós que representemos tudo certo, mas estávamos interessados não só porque os cadáveres de homens foram preservados naquele tempo. Mesmo detalhes como as roupas dos sacerdotes eles tinham uma cabeça careca e muito mais, algo que a gente tinha observado, todos esses aspectos contribuem para tornar o nosso jogo credível. Na mumificação, como dito antes, os sacerdotes tinham que fazer a barba, porque eles tinham que deixar higienizada, foi algo só para evitar de ficarem com doenças da pessoa falecida. E finalmente posso dizer que há uma grande quantidade de material sobre o Egito Antigo que nem tudo é bom, mas muito nos ajudou.

4-) Não é difícil encontrar descrições do tempo objetivo da época de Cleópatra? A maioria dos historiadores e dos escritores eram de fato politicamente motivados ou que não fosse tão tendenciosa.
Durand: Tentamos tantas fontes para usarmos, por exemplo: As fontes Romanas, Gregas e Árabes, é claro que os autores Árabes tinham algo que foi muito mais tarde escrito pelos egiptólogos modernos sobre o Egito Antigo. Mas com base em testes de DNA, fontes escritas e alguns outros métodos científicos que algumas afirmações foram confirmadas. Mas é claro que é tudo muito difícil, por exemplo, Julius Caesar que foi descrito no tempo de Cleópatra que foi claramente motivado politicamente. Da mesma forma que a maioria dos outros autores da época, o inimigo era Cleópatra e isso foi exibido errado.

5-) Como você pode trazer a experiência de como era a vida dos Egípcios "normais" daquela época?
Durand: Nós usamos muitas fontes diferentes, tais como peças de museus, obras de egiptólogos famosos, além disso os hieróglifos nas tumbas podem dizer sobre a vida diária dos Egípcios. Aqui deve-se notar que estas são muitas vezes uma versão estilizada e embelezada, mas os egiptólogos qualificados podem nos ajudar a amarrar uma versão mais objetiva. Fomos capazes de trazer, por exemplo, onde e como e o que os Egípcios comiam, os Deuses e muito mais... No geral, temos definido mais de 70 atividade para os moradores do nosso mundo aberto, onde eles estão envolvidos em uma atividade diária.

6-) Estava lá para você as coisas surpreendentes na história daquele tempo?
Durand: Na verdade, eu já não sabia muito sobre a história do Egito e como agora o que realmente me impressionou foi a ciência e especialmente a matemática que era naquela época. Eles sabiam que mais sobre ciências, na época de Cleópatra eles sabiam, por exemplo, sobre a curvatura da Terra. Grande parte desses conhecimentos dos antigos Egípcios passaram para os Gregos e depois para as culturas de agora. No entanto, não estava conosco na Idade Média, no qual o conhecimento científico foram perdidas, apenas os Árabes que aprenderam o que os Egípcios sabiam milhares de anos atrás. Ainda mais surpreendente é o quanto nós usamos o conhecimento de hoje, também queria transferir isso para o jogo, sendo assim há lugares no jogo onde a matemática é ensinada, é tão simples que os matemáticos não usavam números mas anotavam suas anotações sem quaisquer dígitos. Este ainda funciona, por exemplo, mostram os edifícios monumentais, como as pirâmides poderiam ter sido construídos sem fórmulas matemáticas ou pelo menos não as que sobreviveram ao decorrer do tempo.

7-) A época dos primeiros faraós tinham um tempo tão grande de distância para o tempo de Cleópatra como o nosso para o reinado da Cleópatra. Era realmente cientes das pessoas daquele tempo?
Durand: Sim, definitivamente esta é uma das razões de ''Alexandre, o grande'' foi para o Egito, no entanto, não se deve assumir que as pessoas "normais" daquele tempo sabiam, a maioria dos fiadores eram analfabetos, hieróglifos eram para eles sinais mágicos. É por isso que a religião era tão imensamente importante no tempo, as pessoas não eram capazes de ler até textos religiosos ou não sabiam interpretar, eles não sabiam as razões para os fenômenos naturais, como as marés, portanto, eles precisavam de uma declaração religiosa e as autoridades mais elevadas também para fazerem regras rígidas e rápidas para lidarem com a vida cotidiana, alguns funcionaram bem. O mel tem sido utilizados para a medicina, os Egípcios não sabiam que o efeito anti-séptico do mel ajudava para a cicatrização de uma ferida, mas eles acreditavam que o mel ajudava por causa dos Deuses.

8-) A franquia tem sido bom para as escolas? 
Durand: Esta não é a principal razão pelo qual desenvolvemos o Assassin's Creed, o que nós sabemos é que a franquia é utilizada para fins ilustrativos em sala de aula. Eu acho que a franquia desperta interesse para as pessoas sobre determinadas épocas históricas.

Maxime Durand

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Conheça o arsenal egípcio! Possíveis armas que poderão ser vistas em AC: ORIGINS

Como já foi dito na minha última postagem para a Masyaf News, o Antigo Egito não apenas influenciou culturalmente as civilizações pares, como Roma ou Grécia. O Egito é ainda uma fonte imprescindível para a constituição de nossas culturas, tendo influenciado a vivência de povos por milhares de anos.
Tendo em vista esta influência, não se pode deixar de ignorar o arsenal de tal nação. O setor militar dos egípcios foi fundamental para a constituição de futuros exércitos pelo mundo. O intuito desse post, portanto, não é analisar os armamentos testemunhados em quaisquer vídeos ou fontes de AC: Origins, mas apresentar o arsenal mais utilizado pela nação egípcia.

O KHOPESH

O khopesh era uma ferramenta exclusiva do exército egípcio, sendo utilizada como arma primária entre as unidades de infantaria entre 2500 e 1300 a.C., aproximadamente. Um híbrido de sabre e foice (ou até mesmo a evolução do machado de guerra), tinha dupla utilidade: além de causar ferimentos terríveis, podia ser presa ao escudo inimigo para puxá-lo e retirar a proteção de seu portador, facilitando a chacina. O khopesh era uma mestra das armas leves de infantaria e cavalaria: os faraós as utilizavam para exaltar sua glória (como esta da imagem abaixo, pertencente a Ramsés II) e até mesmo eram colocados com as mesmas em seus sarcófagos.

Khopesh utilizado por Ramsés II, exposta no Museu do Louvre (Paris).


A BIGA

As bigas são erroneamente assimiladas ao arsenal romano, devido à utilização de tais carros em jogos de arenas. Porém, é igualmente errôneo afirmar que sua origem é egípcia: os egípcios, na verdade, se basearam na tecnologia dos hicsos – que as utilizavam desde aproximadamente 2000 a.C. – para aperfeiçoar seus carros. As bigas egípcias eram mais resistentes e eficientes, sendo utilizadas em batalhas importantes como a travada contra os hititas em 1300 a.C., na chamada Batalha de Kadesh. Com a então recente domesticação dos cavalos, a biga foi utilizada em larga escala como carro militar, ao lado de cameleiros com khopeshes. Ao contrário dos cameleiros, porém, os bigueiros utilizavam arco e flecha, e mais tarde, os mortais arcos compostos.

Uma biga simples revestida em couro. Posteriormente, as bigas seriam revestidas de metal polido e com rodas curvas para aumentar a estabilidade.


O ARCO COMPOSTO

Outra arma utilizada em grande escala pelos egípcios foi o arco composto: dessa vez, a arma tinha influência dos hicsos, mas foi difundida pelo poderio do Egito. Ao contrário dos arcos ordinários, o arco composto era formado por diversas peças, dentre ossos de animais, tendões e madeira. Combinada às bigas, eram armas mortais e permitiam uma quase invulnerabilidade do exército egípcio. A arma foi também adotada pelos mongóis, romanos e otomanos, tendo sido aposentada por estes mais ou menos em 1826 d.C. – a última vez em que arcos foram utilizados no arsenal de um exército.

Arqueiro egípcio portando arco composto.


O TRIRREME

É claro que, com a predominância do Rio Nilo e porção do Mar Mediterrâneo, os egípcios aprenderam a construir frotas imponentes. Por sua vez, o principal tipo de embarcação egípcia foi utilizado também por quase todas as civilizações da antiguidade, como os fenícios, gregos, romanos, persas e cartagineses. Trata-se do trirreme, navio pesado que possuía três colunas de remadores (um sobre o outro). A abordagem do trirreme se baseva em duas: sua arma primária era o aríete, geralmente de bronze, que era utilizada para partir navios inimigos em abalroamentos velozes. A segunda abordagem constituía no ataque de soldados de infantaria do trirreme para o navio inimigo (como foi bem representado no filme “300: Ascensão do Império”). O aríete naval, como os jogadores de AC sabem, foi bem enfatizado em AC: IV e AC: Rogue. Os trirremes atenienses causaram aproximadamente 600 mil naufrágios apenas na Batalha de Salamina, contra os persas e fenícios. No Antigo Egito, os trirremes chegavam a medir 128 metros de comprimento em 210 a.C.

Representação artística de um trirreme romano abalroando o inimigo.


É claro que o arsenal dos egípcios foi tão amplo que é impossível listar um rol preciso de suas centenas de tipos de espadas, lanças, arcos e embarcações, sem contar ainda com a massiva hibridização de armas estrangeiras. Mesmo assim, é quase certo que as armas citadas acima serão bem exploradas em AC: Origins. Afinal, constituíram não apenas parte da nação egípcia, como definiram o que foi, em todos os sentidos, esta civilização.

Cássio Remus de Paula

Historiador

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Entenda como surgiu a civilização egípcia - a nova protagonista em Assassin's Creed: Origins!

“No Egito, o tempo é mais lento. Há que saber esperar” – Christian Jacq, egiptólogo.

A fala de Jacq provavelmente é referente à “demora” de mais de 4 mil anos de império desta civilização africana que protagoniza o próximo Assassin’s Creed (Origins). Tanto tempo de cultura presente resultou em influências inapagáveis de nossos métodos de vida, da arquitetura ao militarismo, dado que ajudou a moldar outras grandes civilizações, como a grega e a romana.
O Egito, por sua vez, parece ter ascendido quase ao mesmo tempo que Roma, Grécia e também a Babilônia. Estas quatro nações consolidam a História Antiga, que abrange desde a invenção da escrita até a queda do Império Romano, por volta de 476 d.C. Ou seja, o Antigo Egito – nome referente à sua periodicidade durante a História Antiga – participou de praticamente todo este recorte temporal.
Por sua vez, o Egito já existia antes desse recorte, ou seja, as heranças da cultura neolíticas se fixaram pelo delta do rio Nilo: entre 4600 e 4200 a.C., os povos ali instaurados plantavam, caçavam e pescavam, além de fixar moradias e praticarem tecelagem, cestaria e olaria. O Nilo, com um comprimento de quase 7 mil km, foi o verdadeiro motivo pelo qual os povos migraram para esta região, ainda por que na África nenhuma outra fonte hidrográfica era e é tão rica quanto este delta.
Os inúmeros clãs que ali se fixaram resultaram em guerras diárias que marcaram o cotidiano dos primeiros egípcios. O clã do Rei-Escorpião, por sua vez, se sobressaiu sobre os demais. O Rei-Escorpião, dado o número de conquistas sobre os demais, já se autodenominava rei da porção sul do território egípcio (área conhecida como Alto Egito, devido à região “alta” do rio Nilo). Exibia até mesmo uma coroa branca que o apontava como monarca daquela região, em contraste com a coroa vermelha que viria a simbolizar o Baixo Egito. Com suas tropas, porém, vem a submeter os povos da região norte, totalizando quilômetros e quilômetros sob seu controle.

Assassin's Creed: Origins



Graças a seu controle como monarca que a civilização egípcia começou a se erguer como importante império da história. A partir disso a atividade econômica passou a ser controlada e as vilas aumentaram de tamanho. O rei ordenou abertura de canais e fluxo constante de tráfego de mercadorias, além de perceber a importância do Nilo em seus ciclos de cheias (por exemplo, o armazenamento de água em bacias depois das inundações).
Fixado na cidade de Hierakonpolis, o rei era tratado como uma entidade divina. De acordo com Christian Jacq, “antes do advento do rei-Escorpião, a civilização egípcia não existia. Podemos falar apenas de culturas locais cujas produções artesanais eram mais ou menos bem-sucedidas”. Ou seja, como primeiro rei do Egito, especula-se que o Escorpião iniciou uma dinastia que podem compreender até sessenta reis e sete rainhas, englobando diversos séculos de governo. Por sua vez, mesmo com referências da submissão do povo nortenho, data-se que o Egito não foi unificado até antes do faraó Menés (por volta de 3000 a.C.). Nesse ínterim, Alto e Baixo Egito travaram inúmeras batalhas, em uma constante guerra de domínio territorial.

Hieróglifo egípcio contendo figuração do Rei-Escorpião.

Onde Assassin’s Creed: Origins se encaixa nisso tudo? Milênios de anos depois, mais ou menos em 80 d.C.. Mas como já foi dito, no Egito tudo ocorre de maneira lenta, o que significa que a cultura mudou muito pouco dentro deste recorte temporal. Seu império estava prestes a morrer, subjugado pela influência romana, mas sua contribuição cultural já era tida como eterna (já pararam pra pensar que e acordo com o período de existência do império egípcio, Cleópatra (mais ou menos em 80 d.C) está mais próxima de NOSSA história que da construção da pirâmide de Gizé, por volta de 4500 anos atrás?).
A historiadora e gamer Maytê Vieira, atualmente doutoranda na UFPR (que de longe entende a história egípcia melhor do que eu), deu sua opinião sobre o trailer de Origins: “Acredito que terá muita ação e que deram uma repaginada geral aproveitando o imaginário do Antigo Egito, que ainda é muito forte. Mas me parece que tem algumas coisas misturadas, como aquela cena em que aparece uma arena romana. O narrador parece ser um egípcio e os Assassinos surgiram lá, mas para combater o quê? São muitas perguntas que teremos que esperar, porque os templários surgiram séculos, milênios depois. Se eles incluírem os templários no Egito, vão assassinar a cronologia histórica que estava sendo bem fiel até agora (um baita anacronismo). Resta-nos esperar, e eu confesso, estou ansiosa!”.
Acho que todos estamos! Pela primeira vez na saga de Assassin’s Creed, após nove títulos canônicos, decidiram “voltar no tempo” para bem antes do primeiro título. Admito que sempre sonhei, como muitos outros jogadores, com um Assassin’s que retratasse o Antigo Egito. Qual é sua expectativa para esse jogo, caro leitor?
Espero que tenha aproveitado a leitura. Fique de olho na cobertura da MASYAF NEWS para mais novidades!

Cássio Remus de Paula
Historiador


sexta-feira, 5 de maio de 2017

A Segunda Guerra Mundial: O que a desencadeou?


    Embora a Segunda Guerra Mundial não tenha sido um tema direto durante a saga de AC, existiram algumas referências que veicularam algumas passagens bem especificas da guerra, como visto em Assassin's Creed: Unity e na HQ AC: Conspirations. Mas afinal, o que desencadeou a guerra mais violenta da História?


Capa da edição francesa da parte I de AC: Conspirations.

      Tudo começou com o final da Primeira Guerra Mundial, quando as nações vitoriosas sobre a Tríplice Aliança impuseram punições extremamente severas. A lista de punições ficou conhecida como Tratado de Versalhes. Como um todo, o tratado consistiu na remodelagem do Império Alemão, como por exemplo: o desmantelamento político, convertendo o império em república; aquém, 10% do território e população foram anexados a países vizinhos; as forças armadas foram restritas a 100 mil homens da infantaria, proibindo-se a força aérea, marinha, blindados, artilharia e uso de gás letal; não obstante, a Alemanha teve de pagar 33 bilhões de dólares para os países vencedores da guerra, o que levou o país a um ápice na inflação: um dólar chegou a valer 4,2 bilhões de marcos. 
     Isso foi o bastante para que um veterano de guerra alemão liderasse o Partido Nacional-Socialista Alemão - abreviado para Partido Nazista, de cunho anticomunista, anticapitalista e antissemita. Os ideais do partido eram adaptações do fascismo italiano, mas de forma mais radical. Pouco a pouco, o partido começou a adquirir influência na Alemanha. O veterano era Adolf Hitler, que teve a sorte de assumir o governo da Alemanha assim que o presidente Hindenburg faleceu, em 1933.
     A princípio, todos respeitavam Hitler - um símbolo de coragem, até então, por tirar a Alemanha da pobreza e desafiar o Tratado de Versalhes. Sem forças econômicas e bélicas para bater de frente com Hitler, os países que em outrora foram vencedores decidiram não se envolver com atritos políticos, mesmo quando Hitler anexou a Tchecoslováquia e a Áustria à Alemanha (num movimento estratégico chamado Anschluss, dispondo de armas e contando apenas com a propaganda e apoio popular). Por sua vez, prometeram os Aliados, se Hitler invadisse a Polônia, haveria guerra.

Mapa da divisão geopolítica polonesa em 1939: Alemanha e URSS vitimaram milhões de poloneses.


     
     A Polônia foi invadida e os Aliados não socorreram a nação, que embora tenha resistido bravamente, foi alvo de chacinas não apenas alemãs, mas também soviéticas: Hitler e o líder da URSS, Joseph Stalin, dividiram a Polônia em uma invasão simultânea. Iniciava-se, assim, a Segunda Guerra Mundial, em 1º de Setembro de 1939. 
     Os Aliados na Europa só se incomodaram em combater os nazistas, porém, quando estes invadiram a França, em 1940 - que, para facilitar o trabalho de Hitler, contou com o colaboracionismo do presidente Petáin. Os Estados Unidos só entrariam na guerra ao final de 1941, quando o Japão invadiu a base militar de Pearl Harbor, no Havaí. Até 1945, final da guerra, o saldo de mortos foi entre 40 e 60 milhões - dentre estes, as vítimas do Holocausto - política de Heindrich Himmler, chefe da SS, para eliminar física e culturalmente o judaísmo. Estima-se que mais de um milhão de judeus tenham sido assassinados apenas nas câmaras de gás.

Cena de Maus, HQ que conta a história de Vladek Spiegelman, sobrevivente do campo de concentração nazista em Auschwitz. Por Art Spiegelman.

     As cicatrizes da guerra ainda sangram pela História. Embora a URSS - traída por Hitler, agora sua maior inimiga - tenha cercado Berlim, a encontro dos norte-americanos, outra grande guerra tinha início: a Guerra Fria, que perdurou até 1989 e que foi travada entre os EUA e os soviéticos. Um dos maiores traços negativos da guerra que ainda perduram, porém, é a dicotomia política: oposições que se confundem na prática ainda brigam entre si por ideais que trouxeram a desgraça em proporções mundiais. 

Cássio Remus de Paula
Historiador